Revisão da norma de desempenho

Acompanhe a reunião da COMAT sobre a revisão da norma de desempenho, com Fábio Villas Boas

Publicado por CBIC Brasil em Quinta-feira, 25 de julho de 2019

(OBS. Avançar o vídeo. O conteúdo se inicia aos 10 min)

A reunião da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (Comat) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), aconteceu ontem, dia 25, em Brasília e foram debatidos relevantes temas como a revisão da norma de desempenho, as ações referentes à disseminação do BIM (Building Information Model – Modelagem de Informações da Construção) pela CBIC, a apresentação de um caso prático na aprovação de Ficha de Avaliação de Desempenho (FAD), a proposta de avaliação do atendimento às normas técnicas no âmbito do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras (SiAC) do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), dentre outros.

A apresentação ‘Andamento da revisão da norma de desempenho’ foi realizada pelo coordenador da comissão especial de revisão da referida norma, Fábio Villas Boas, que relatou os desdobramentos desde a reunião de reabertura da comissão, até as ações que estão em andamento atualmente. Fábio reiterou que a revisão continua pautada pelos princípios debatidos nos workshops promovidos pela CBIC em 2018 e durante a reunião de reabertura da CE, sendo eles:

  • A correção de situações que tecnicamente não estão corretas; melhoria da precisão do texto para situações em que a norma gera interpretações diferentes; atualização das normas citadas (muitas normas canceladas e substituídas e normas novas);
  • Harmonização com outras normas e com outros regulamentos e legislação (retirar choques que trazem complexidade para a prática de projeto e construção);
  • Planejamento da revisão de normas associadas, e situações onde não há normas e é preciso complementar (remeter para a criação de normas específicas e planejar seu desenvolvimento).

Segundo o coordenador, os temas que tiveram debates específicos entre ele, o secretário da CE e especialistas foram: acústico, lumínico, térmico e durabilidade, e os principais pontos de discussão foram abordados durante a sua apresentação. “O fórum de validação são as reuniões em plenária da comissão de estudo, o que está se discutindo nos grupos de trabalho não são mudanças, mas proposições”, reforçou. A palestra transmitida foi trasmitida via videoconferência.

Outro destaque foi a apresentação de Lydio Bandeira, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), que apresentou uma proposta do sindicato sobre a avaliação do atendimento às normas técnicas no âmbito do Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras (SiAC) do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) contemplando o desenvolvimento de listas de verificação que seriam abertas às construtoras e organismos certificadores. “O debate sobre a lista de verificação pode ajudar as duas partes, mas é importante destacar que a criação partiria do setor. O desenvolvimento seria progressivo, inciando-se por poucas normas e à medida da utilização e experiencia, desenvolve-se novas.”, explicou Lydio.

Charles Ruas, da Viana e Moura Construções, apresentou suas experiências e impressões do processo de aprovação de uma Ficha de Avaliação de Construções de Desempenho (FAD) e explicou que, apesar da FAD ter surpreendido a construtora durante a execução de um empreendimento, consegue-se perceber o benefício trazido. “A FAD em si é importante, principalmente para os pequenos construtores. A partir da publicação, as informações de desempenho de determinado sistema ficam disponíveis publicamente, substituindo a necessidade de ensaios para especificação em projeto, esse é um grande benefício. A questão da garantia de desempenho também é fundamental e a FAD aumenta nosso respaldo jurídico, além de nos ajudar em relação a comprovação de desempenho”, destacou Ruas.

Em sua fala sobre ‘O Futuro do BIM na CBIC’, Dionyzio Klavdianos, o presidente da Comat, reforçou que o case do BIM Colaborativo de Brasília deu muito certo. “Os resultados do BIM foram bastante positivos no DF. A ideia é dar continuidade e espalhar a proposta por toda a cidade”. Dionyzio falou também sobre a ideia de expandir o projeto nacionalmente. “Já está em andamento um acordo para o Senai Nacional ser parceiro nesse cenário de disseminação do BIM pelo Brasil com a metodologia desenvolvida no piloto. O programa já está formatado e, dando certo, vamos apresentar os resultados no ENIC do ano que vem”, comentou Klavdianos.

Já Rafael Possobom, do Sinduscon-BC, apresentou uma proposta para autorregulação do setor da construção. “A autorregulação é um conceito econômico e liberal que ainda pode ser uma forma de receita para o setor”, destacou. Desburocratização e segurança jurídica são algumas das vantagens apontadas por Possobom.

Roberto Matozinhos, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), encerrou o debate falando sobre “Desenvolvimento dos grupos regionais de acompanhamento de normas técnicas” e convidando os interessados a se cadastrarem no Portal onde todas as comissões estão cadastradas (www.cbic.org.br/normasdaconstrucao/). “O debate não para e o principal trabalho do grupo é a participação, não o monitoramento. O portal tem um papel importante de disseminar o máximo possível de informações, e para receber as atualizações basta se cadastrar gratuitamente”. Matosinhos comentou ainda foram elencadas 50 normas consideradas prioritárias que estão sendo trabalhadas no portal.

As palestras que foram apresentadas durante a reunião integram os projetos Gestão das Normas Técnicas do Setor e Tendências e Melhorias de Gestão, Tecnologia e Inovação na Construção, iniciativas da CBIC com o Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional).

Fonte: CBIC